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auto-tradução

IV Encontro Mundial de Empresários Lusófonos
2º semestre de 2016

 


INVESTIR EM PORTUGAL PORQUÊ?

Os portugueses do estrangeiro e os falantes de Língua Portuguesa querem investir em Portugal de modo a transmitirem aos descendentes um portfólio de investimentos diversificado e seguro.

É portanto uma questão geracional que pretende levar à criação de investimentos seguros, no local onde melhor podem ser protegidos, já que os investidores detêm o conhecimento da língua, usos e  costumes. Por outro lado, a diversificação geográfica permite resistir às crises cíclicas e cada vez mais frequentes, um pouco por todo o mundo.
Portugal é atualmente um país onde se compra a baixo custo e que é visto nas instâncias internacionais como um local seguro, cumpridor e que acolhe bem os não residentes. Somos um país onde existe o melhor de dois mundos... Moderno, tecnologicamente desenvolvido, com grande presença em termos de investigação científica e, por outro lado, um sítio onde a tradição das comunidades locais ainda faz as delícias de quem nos visita. O Setor imobiliário, que neste momento conta com os investimentos mais baixos, o turismo e, em especial, o turismo residencial (cujo crescimento a médio prazo está previsto), constituem as áreas mais atrativas devido ao seu enorme potencial.

“SE EXISTE UM MOMENTO PARA INVESTIR EM PORTUGAL PROVAVELMENTE É AGORA”…

Quem faz esta afirmação é Nicolas Berggruen, sócio milionário de Miguel Pais do Amaral. O investidor, que é acionista da Prisa e do ‘Le Monde’, e presidente da Berggrun Holding afirma, em entrevista exclusiva ao Económico, que vai “investir mais em Portugal”. Os setores, esses, serão aqueles onde já marca presença - os media e as publicações. Mas há mais. Berggruen, cuja presença em Portugal é marcada através Leya e da Prisa (controla a Media Capital e detém a TVI), mostra interesse em investir mais no setor dos serviços (incluindo em tecnologias), no meio imobiliário e no turismo, que considera ser “uma área que se pode desenvolver muito”.
Otimista em relação à economia Portuguesa, o presidente da Berggruen Holdings, entidade que detém 37 empresas (entre elas a Hoover Treated Wood Products, a Meier on Rothschild, a Wind Power e a Berggruen Farming), reconhece que os portugueses estão a passar um período difícil mas adianta que este processo, de transição, é necessário.
Concordando com algumas medidas e discordando de outras, “o facto é que o caminho é este.”
Nicolas Berggruen consta na lista dos milionários da Forbes. Ocupa a 206 posição, com uma fortuna avaliada em cerca de 2,3 mil milhões de dólares. Formado em Finanças e Negócios Internacionais, pela New York University (Estados Unidos), Berggruen é hoje um discreto investidor no mundo.

Carlos Morais, CEO do SISAB PORTUGAL e do semanário MUNDO PORTUGUÊS sublinhou que os empresários não se podem demitir das suas responsabilidades. “Não podemos pedir ao Estado que faça o que nos compete fazer”, declarou. O fundador do SISAB PORTUGAL pediu ainda aos empresários para não acreditarem no mundo da subsidiodependência. “Este mundo não existe, é pura ilusão”, defendeu.
Para além da bolsa de contactos e de informações sobre as potencialidades de investimento na região de Viseu, os empresários da Diáspora ouviram o ex-secretário adjunto da Estado da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, explicar o futuro quadro das verbas de apoio a Portugal no âmbito do QREN para o período de 2014 a 2020. Trata-se de um quadro mais virado para o desenvolvimento económico em vez de para as infraestruturas, como no passado. Acrescentou ainda que consistirá no “apoio concreto às empresas que desejem exportar com vista ao encontro de potenciais  parceiros e à promoção do aumento da sua capacidade produtiva”.
No final da sua intervenção, Carlos Morais explicou que o evento “pretende transmitir à sociedade portuguesa uma mensagem forte de que os empresários da diáspora são um trampolim fundamental para a internacionalização das empresas e produtos”. Para o empresário, os portugueses que estão no estrangeiro abrem mercados ilimitados para toda a indústria portuguesa. “São os nossos maiores investidores, sem apoios nem subsídios e nossos embaixadores permanentes”, frisou.

 


Sobre a organização

logo_PTCentroMundo.pngPORTUGAL CENTRO DO MUNDO é hoje a maior organização privada portuguesa de divulgação de Portugal na área do turismo, no setor alimentar, de negócios e incentivos, cultura e sociedade. Com a sua ação tem tornado Portugal o local onde se cruzam a diáspora, a lusofonia e o mundo. O cruzamento destas realidades tem contribuído decisivamente de uma forma natural para a aproximação de empresas, projetos e pessoas.