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auto-tradução

IV Encontro Mundial de Empresários Lusófonos
2º semestre de 2016

 

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I Encontro Mundial Empresários Lusófonos
Viseu, 26 a 28 abril 2013.

“Temos de desenvolver acções muito concretas, prefiro os resultados de um só SISAB PORTUGAL do que uma dúzia de encontros e congressos que acabam por não dar em nada"

O Secretário de Estado das Comunidades dando as boas vindas aos participantes deste Encontro de Empresários da Diáspora começou por afirmar que estamos a viver em Portugal um grande choque. Os portugueses estão a descobrir que “habilitação académica não é o mesmo que formação” e as empresas que hoje estão a singrar são aquelas que conseguem estar presentes em vários mercados ao mesmo tempo.

Problemas de liquidez

Para José Cesário a falta de liquidez é um dos problemas capitais das empresas portuguesas que por vezes nem os fundos do QREN conseguem aproveitar totalmente “uma parte dos dinheiros do QREN acaba por ser devolvido a Bruxelas. Agricultura e Autarquias têm de devolver dinheiro pela incapacidade de desenvolver os projectos por não terem capitais próprios. O mesmo acontece também com empresas que vivem o seu dia a dia com grandes dificuldades de tesouraria”
No seu discurso, o Secretário de Estado pôs em evidência a importância da colaboração das empresas do estrangeiro que têm liquidez e capacidade de investimento com as empresas portuguesas, que embora lhes faltem esses capitais próprios, têm o conhecimento das regras internas e a forma de ultrapassar os problemas.

VISEU - qualidade de vida

Referindo-se concretamente à região José Cesário afirmou que “Viseu tem qualidade de vida, a própria DECO deu a Viseu o título de melhor cidade para viver por dois anos consecutivos” e recordou que o PIB da região de Dão-Lafões é praticamente igual ao da Madeira e dos Açores.
Elogiou ainda todos os presentes, pela boa vontade de participar neste projecto, mas alertou para os perigos destas acções poderem ficar apenas pelas intenções, “temos de desenvolver acções muito concretas, prefiro os resultados de um SISAB PORTUGAL do que uma dúzia de encontros e congressos que espremidos acabam por não dar em nada” – disse o governante referindo-se ao SISAB PORTUGAL que põe frente a frente empresas portuguesas e compradores internacionais e que fazem negócios concretos na área do agro-alimentar.

Mudança de diplomacia

Para o Secretário de Estado das Comunidades, o governo está “a mudar da diplomacia do croquete para a diplomacia do pragmatismo, e esta mudança está a ser feita a todos os níveis, desde a banca até ao AICEP”. Anunciou ainda que o período de 2014 a 2020 Portugal vai continuar a dispor de fundos de Bruxelas tal como até agora. Apesar do peso ainda excessivo da burocracia, recordou também que investir em Portugal é muito barato e enfatizou que “não é por acaso que sendo nós um país de dez milhões de residentes temos 14 milhões de turistas todos os anos” e citou o exemplo do Brasil que sendo um país de 200 milhões não tem mais de 5 milhões de turistas/ano.
Também nesta área do turismo evidenciou o nosso potencial ao referir que “o Consulado em Xangai passou a emitir vistos de turismo em 24 horas, o que fez com que em apenas seis meses tivesse triplicado o número de visitantes daquele país” não deixando de recordar que se trata de um mercado que no próximo ano terá mais de 100 milhões de pessoas a viajar”, e certamente Portugal pretenderá estar na linha da frente para ter ganhar uma importante quota neste novo mercado.


Mundo Português, Maio de 2013