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IV Encontro Mundial de Empresários Lusófonos
2º semestre de 2016

 

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II Encontro Mundial de Empresários Lusófonos

Aveiro recebeu evento organizado pelo «Mundo Português»

Empresários lusófonos estiveram em Portugal para criar parcerias de negócios

 

Aveiro recebeu a 27 e 28 de novembro de 2014, um vasto grupo de empresários da Lusofonia que debateram as possibilidades de cooperar com várias empresas portuguesas que também estiveram presentes, a fim de trocar ideias e experiências sempre com o objetivo de investir em Portugal, criando parcerias e projetos conjuntos. A sessão de abertura do Encontro Mundial de Empresários Lusófonos foi presidida por Carlos Morais, administrador do Grupo editorial a que pertence o «Mundo Português», organizador do encontro, e os seus parceiros presentes na mesa de abertura - Ribau Esteves, presidente da câmara de Aveiro, Pedro Machado, presidente da Região de Turismo do Centro e Alberto Soares diretor geral da Direção Internacional de Negócios da Caixa Geral de Depósitos. No final dos trabalho ficaria já agendada a terceira edição deste encontro, para 5 de Março de 2015.

 

Carlos Morais, administrador do Mundo Português começou por agradecer a presença de todos ao referir que estavam ali presentes em Aveiro, muitos empresários vindos de geografias tão distantes como, Angola, Moçambique, Brasil, Bélgica, Suíça, França, Canadá. Empresários que “fizeram muitas horas de viagem para estarem ali a explorar oportunidades e darem também a conhecer toda a sua vontade empresarial”. Este encontro teve como finalidade a criação de sinergias e afirmação de parcerias entre todos, para daí resultarem novos projetos.

“Uma coisa é o que estes empresários aqui presentes fizeram até hoje e outra é o que as relações pessoais aqui estabelecidas vão permitir fazer a partir de agora. Em termos financeiros temos também aqui um bom parceiro, a Caixa Geral de Depósitos e que por isso também nesta área não faltarão condições”, começou por afirmar Carlos Morais.

Depois referiria ser o Encontro, uma organização no âmbito dos 45 anos do jornal «Mundo Português» que ele próprio dirige, e que tem distinguido a sua atividade na promoção e valorização humana, técnica e empresarial dos portugueses no mundo, contribuindo para a sua afirmação. “O meu pai, Valentim Morais, e o Padre Vitor Melícias, lançaram há 45 anos um jornal chamado «O Emigrante», tendo a coragem de o fazer no Hotel Ritz, o mais exclusivo de Lisboa e sobre uma temática que ainda hoje não é bem aceite. Com a transformação da sociedade, o nome mudou para «Mundo Português» e transformei-o num grupo económico de valorização do Português como pessoa, como língua e como valor económico. Portugal deu sempre demasiado valor aos estrangeiros e não àqueles que falam português, como esta plateia que hoje está aqui”, afirmou o organizador do Encontro.

Falando mais profundamente no grupo económico do «Mundo Português», Carlos Morais referiu a organização do SISAB PORTUGAL, “a maior feira do mundo de marcas e produtos portugueses que nasceu como este evento e que hoje em dia fecha 18 hotéis e reúne no Pavilhão Atlântico 3.500 empresas do mundo inteiro só para fazer negócio com produtos portugueses”.

Nesse sentido, desafiou os presentes a virem ao SISAB PORTUGAL, que a 2 a 4 de Março de 2015, comemora a 20ª edição. “Não temos de ter medo da realidade e das adversidades, os portugueses sempre souberam superar-se e sempre que iam lá para fora tornavam-se os melhores do mundo. O que estamos a fazer aqui, é valorizar aqueles que nem sempre são valorizados como merecem. A partir de hoje vamos criar um dinamismo especial e o próximo Encontro fica já marcado para 5 de Março em Lisboa, logo a seguir ao SISAB PORTUGAL“, revelou.

Carlos Morais terminou a sua intervenção, apresentando a mesa que o acompanhou na condução dos trabalhos e agradecendo o apoio dado pela Caixa Geral de Depósitos. Aos empresários participantes, apelou para não deixarem morrer esta iniciativa.

“Vamos fazer ‘network’ e perceber o imenso potencial que todos temos, se fizermos o óbvio estando ligados uns aos outros diretamente sem associações nem outras formas. Não criem mais organizações para controlar o vosso trabalho e iniciativa porque já há demais. Baseiem o vosso trabalho em relações diretas porque são essas que perpetuam e valorizam inequivocamente aquilo que de melhor daqui sai - a relação entre todos nós”.

 

RIBAU ESTEVES: TIRAR PARTIDO DA PORTUGALIDADE

Relação que para o presidente da Câmara de Aveiro deve ser reforçada, no que se refere à presença portuguesa. No seu discurso de abertura do Encontro, Ribau Esteves afirmou que “Portugal não tira partido desta rede imensa da portugalidade, do tal ‘mundo português’ que tem um peso económico e cultural imenso. Ainda agora recebi o embaixador da indonésia que vem aqui a Aveiro desenvolver uma série de trabalhos e contatos e que representa um país que tem uma perspetiva muito boa da portugalidade”.

Nesse sentido, elogiou iniciativas como o Encontro Mundial de Empresários da Lusofonia, sobretudo numa perspetiva de descentralização e de procura do que Portugal tem de melhor. “Estas apostas do Carlos Morais com o «Mundo Português», que têm a sua expressão máxima no SISAB PORTUGAL e que depois se vão desdobrando em evento mais pequenos como este de Aveiro, são fundamentais e têm um grande mérito porque Portugal não é só Lisboa e é preciso chamar outros nós da rede para darem o seu contributo também”, elogiou o autarca. Ribau Esteves lembrou que Aveiro tem uma diversidade de oferta muito grande quer a nível empresarial, quer a nível de universidades “que têm já um prestígio internacional imenso, onde doze por cento dos alunos são estrangeiros e que nos permite trabalhar como equipa para que aquilo que está a ser feito tenha proveito para todos”.

O presidente da Câmara de Aveiro terminou o discurso a enfatizar que aquela é uma região com uma compreensão especial por tudo o que é emigração.

“Não nos podemos esquecer que a região de Aveiro para além de ser a capital do bacalhau, pesca, indústria e exportação, é uma das principais regiões de emigração do país, com a particularidade do município da Murtosa ter mais naturais emigrados no Canadá e Estados Unidos, do que a residir cá. Por isso agradeço ao Carlos Morais pelo desafio nestas apostas e a região de Aveiro estará sempre disponível para crescermos todos juntos”, finalizou.

 

PEDRO MACHADO: “TURISMO É ECONOMIA”

O presidente da Região de Turismo do Centro fez uma pequena apresentação da dimensão daquela região, que engloba 100 municípios, espalhados por oito distritos. Dimensão que faz desta região de turismo, a maior de Portugal.

Pedro Machado referiu que, atualmente, a dinamização do turismo não pode ser dissociada do plano económico, por ser “transversal e conexa com outras áreas de atividade”. “O turismo hoje é economia, e é nessa perspetiva que interpretamos este Encontro Mundial de Empresários Lusófonos. Queremos ser parceiros do desígnio que aqui está lançado, não apenas porque é a nossa obrigação, mas também pelo conjunto de ferramentas que já criamos para 2013-2018”, afirmou o presidente da Região de Turismo do Centro.

Pedro Machado assumiu que aquela é uma região de grandes oportunidades, mas que “não tem ainda a mesma maturidade” de outras regiões de turismo, do ponto de vista do fluxo de turistas, algo que apresentou aos empresários como sendo “uma oportunidade”. “Enquanto o Algarve e outras regiões atingiram um limite em relação à capacidade e à procura para os próximos anos, a Região Centro está disponível para crescer”, explicou.

Nesse sentido, o responsável explicou o plano de desenvolvimento, que está centrado em quatro eixos de intervenção: património e da cultura, onde se inclui a gastronomia; saúde e bem-estar, lembrando que na Região Centro se localiza 50 por cento do parque termal português; natureza e turismo ativo; económico, associado maioritariamente ao setor do mar. Além disso, e a par do turismo residencial, o turismo científico e tecnológico é já outra área em que a Região de Turismo do Centro começa a destacar-se, fruto da existência de três universidades públicas de referência (Coimbra, Aveiro e Universidade da Beira Interior) e seis institutos politécnicos.

No plano de ação para os próximo cinco anos, ganha destaque a intervenção junto da comunidade portuguesa e luso-descendente e dos lusófonos em geral. “Entendemos que é uma rede que precisamos reforçar, porque pode ser uma porta de duas entradas, com os portugueses e luso-descendentes e simultaneamente com a captação de novos investimentos”, destacou Pedro Machado.

Todas estas linhas de ação estão a ser dinamizadas numa região geográfica de Portugal que atravessa um “período crucial no que diz respeito à capacidade de atrair investimento”, afirmou o mesmo responsável que, colocou o organismo que tutela “ao lado de quem queira investir naquela região”. “A região centro, entre 2007 e 2013 teve 261 projetos privados aprovados, dos quais 40 de hotelaria de quatro e cinco estrelas, 274 milhões de euros de investimento e 158 milhões de incentivos por parte do programa operacional”, revelou Pedro Machado, acrescentando que entre janeiro e setembro de 2014, a Região de Turismo do Centro cresceu 10 por cento em dormidas, 10,57 por cento em dormidas e captação de turistas estrangeiros e 8,9 por cento em receitas.

“Por sermos uma região de convergência, temos capital disponível para podermos investir e neste momento e até final de 2015, temos algumas ferramentas disponíveis para ajudarmos aqueles que queiram investir nesta região”, revelou Pedro Machado, dando como exemplo empréstimos com juros bonificados por intervenção do Turismo de Portugal, uma linha de qualificação de oferta que pode ser utilizada na requalificação para empreendimentos e atividades turísticas e uma linha de apoio ao empreendedorismo, voltada para a área da animação entre outras atividades.

“Temos como filosofia não nos substituirmos à iniciativa privada, mas estaremos ao lado dos empresários que queiram estar focalizados no investimento nesta região”, finalizou.

 

ALBERTO SOARES: CGD QUERE REFORÇAR PARCERIAS COM EMPRESAS

A Caixa Geral de Depósitos patrocinou de novo o Encontro Mundial de Empresários Lusófonos, facto enaltecido por Alberto Soares, Diretor Central da Direção Internacional de Negócio da CGD, que fez questão de se dirigir aos presentes explicando o apoio que esta instituição financeira poderá dar para as parcerias empresariais que ali se estavam a desenvolver.

Começou a sua intervenção destacando a forte presença junto dos portugueses no estrangeiro, referindo que esse é “um dos vetores históricos do Grupo CGD, a par com o acompanhamento das empresas portuguesas na sua internacionalização”. Alberto Soares fez ainda um breve historial da presença da instituição bancária nos países com comunidades portuguesas, referindo também que atualmente aquela instituição está presente em 23 países e em 4 continentes, destacando a presença “comercial direta em seis países da CPLP.  Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Brasil e Timor-Leste”.  Aludiu ainda à atividade comercial da CGD em França, Espanha, Macau/China e na África do Sul. “No âmbito específico do serviço às comunidades portuguesas no estrangeiro, a CGD dispõe ainda de Escritórios de Representação noutros países de grande presença portuguesa, como Venezuela, Suíça, Reino Unido, Bélgica, Canadá e Alemanha” acrescentou.

O responsável referiu também que “o comércio internacional tem vindo a ganhar peso na economia portuguesa” revelando que a CGD “pretende reforçar a sua posição de parceiro das empresas, prestando também um apoio robusto na internacionalização, em coordenação com as unidades do Grupo no exterior”.

O Diretor Central da Direção Internacional de Negócio da CGD enalteceu ainda o caminho que as empresas portuguesas têm feito no desenvolvimento das exportações de bens e da prestação de serviços ao exterior, com maior ênfase na diversificação dos seus mercados, elogiando “a capacidade de construção e de prestação de serviços no desenvolvimento de importantes obras de infraestruturas em países da Europa, de África e da América Latina”.  Alberto Soares enumerou ainda os fatores determinantes da capacidade do país para acolher o investimento referindo, por exemplo, a língua portuguesa que “é falada por mais de 200 milhões de pessoas, espalhadas por quase todos os continentes”.

Na sua intervenção, explicou também que a Caixa Geral de Depósitos reforçou a oferta de serviços no estrangeiro, “tendo em conta as necessidades das novas gerações de portugueses residentes no estrangeiro, e novos fluxos de emigração, mais jovens e qualificados”.

A finalizar, Alberto Soares lembrou que “no âmbito da economia empresarial, a CGD está focada no apoio ao empreendedorismo, a inovação e internacionalização das empresas com elevado potencial de crescimento, das empresas exportadoras e dos setores estratégicos da economia”.